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26/04/2017 - A ERA DE ESMIRNA
A cidade de Smirna ficava um pouco ao norte de Éfeso a entrada do Golfo de Smirna. Devido
ao seu porto muito bom ela era um centro comercial famoso pela sua exportação. Ela foi
também distinguida pelas suas escolas de retórica, filosofia, medicina, ciência, e ótimos
edifícios. Muitos judeus viviam ali e eles eram amargamente contra o cristianismo, mais ainda
do que os romanos. De fato, Policarpo, o primeiro bispo de Smirna foi martirizado pelos judeus
e é dito que os judeus profanaram seu dia santo (o sábado) a fim de transportar a madeira que
seria necessária a sua fogueira.
A palavra Smirna significa “amarga”, sendo derivada da palavra, mirra. A mirra era usada para
embalsamar os mortos. Deste modo temos uma significação dupla encontrada nos nomes
desta Era. Foi uma era amarga cheia de morte. As duas vinhas na estrutura da igreja estavam
se desenrolando mais acentuadamente separadas com um aumento de amargura contra a
verdadeira vinha por parte da falsa. A morte não era a única semente da falsa vinha, mas até
mesmo na verdadeira vinha havia uma paralisia dormente e uma impotência porque elas já
haviam se separado da verdade não adulterada dos primeiros anos depois do Pentecostes; e
nenhum crente verdadeiro é mais forte e são espiritualmente e vivo do que seus
conhecimentos e apego á Palavra pura de Deus, como visto pela multidão de exemplos do
Velho Testamento. A organização estava crescendo rapidamente confirmando e aumentando a
morte dos membros, porque a liderança do Espírito Santo foi e a Palavra foi substituída pelos
credos, dogmas e ritos feitos pelos homens.

Usando a regra dada pelo nosso Deus para a escolha do mensageiro de cada era, sem
qualquer hesitação declaramos que Irineu foi exaltado pelo Senhor a esta posição. Ele foi
discípulo do grande santo e guerreiro da fé, Policarpo. E não resta a menor duvida de que
quando ele se assentava aos pés daquele grande homem ele aprendeu as graças Cristãs que
fluíram em sua vida consagrada, porque Policarpo era um dos santos verdadeiramente
preeminentes de todas as eras quando vistos a luz de uma vida irrepreensível. Vocês se
recordarão de suas próprias que Policarpo foi martirizado. Velho demais para fugir, e muito
sincero para permitir a um homem escondê-lo e depois sofrer a pena por isto, ele se entregou a
morte. Mas antes de fazê-lo, ele pediu e lhe foi garantida a permissão de orar duas horas por
seus irmãos no Senhor, pelo governo, por seus inimigos e captores. Como os grandes santos
de todas a eras, e desejando uma melhor ressurreição, ele permaneceu firme, recusando
negar o Senhor, e morreu com uma consciência livre. Ele foi colocado na estaca (desamarrado
por sua própria solicitação) e o fogo foi aceso. O fogo desviava-se de seu corpo recusando
tocá-lo. Ele foi transpassado por uma espada. Quando isto foi feito, jorrou água de seu lado
apagando as chamas, seu Espírito foi verdadeiramente visto partindo em forma de uma pomba
branca desprendida de seu seio.
Com Irineu não foi assim. Ele foi um militante contra qualquer forma de organização. Alem
disso, a historia de sua vida, na qual ele serviu o Senhor, foi cheia de manifestação do Espírito
Santo; e a Palavra foi ensinada com clareza e conformidade com seus preceitos. Suas igrejas
na França foram conhecidas como tendo os dons do Espírito entre elas, porque os santos
falaram em línguas, profetizaram, ressuscitaram os mortos, e curavam os enfermos pela
oração da fé. Ele viu o perigo de qualquer espécie de organização fraternal entre os anciãos,
pastores, etc. Ele permaneceu solidamente firme por uma igreja local unificada, cheia do
Espírito, que manifestasse o dom de Deus. E Deus o honrou pois o seu poder manifestou-se
entre os santos.
Ele foi também claro na sua compreensão da Divindade. E desde que era discípulo de
Policarpo, o qual por sua vez foi discípulo de São João, podemos saber com segurança que ele
teve um ensinamento perfeito neste assunto tanto quanto seja possível. No volume 1, pagina
412 do Ante Nicene Fathers temos a seguinte declaração por ele sobre a Divindade. “Todas as
outras espressões, igualmente, anunciam o titulo de um e o mesmo ser, o Senhor de Poder, o
Senhor, o Pai de Todos, Deus Todo-Poderoso, Altíssimo, Criador, Autor e assim, estes não são
os nomes e os títulos de uma sucessão de diferentes seres, mas de um só”. Ele salientou
claramente que estes são títulos como Rosa de Saron, Estrela da Manhã. O Preferido entre
Dez Milhares etc. Nada mais é do que simplesmente um Deus. Seu nome é Senhor Jesus
Cristo.
Assim com sua adesão rigorosa a Palavra, sua maravilhosa compreensão de Escritura, e a
presença de Deus neste ministério ele se constitui na escolha certa para aquela era. É
inteiramente lamentável que as demais eras não tiveram em seus mensageiros um tal
equilíbrio de fruto, poder, e liderança no Espírito Santo e a Palavra.